O volante é das mulheres

Não pense você que conhecer tudo sobre carros é algo apenas do universo masculino. Com a idade, deixa de ser brincadeira de criança e as meninas não precisam mais roubar os carrinhos de Hot Wheels dos irmãos, amigos e primos. Agora elas têm os delas! Escolhem, colecionam, personalizam, projetam e até montam.

E não estamos falando apenas da tendência de muitas fábricas que contratam mulheres por causa de seu cuidado e elevado grau de atenção, mas de engenheiras, projetistas, designers, etc.

Como elas começaram?

A primeira mulher a dirigir um carro que se tem notícia foi a alemã Bertha Benz, casada com o engenheiro Karl Benz, a quem é atribuída a criação do primeiro veículo com motor a explosão e movido a combustível de petróleo. Além de esposa do inventor, foi uma grande incentivadora e patrocinadora do protótipo que, em um dia de ousadia, utilizaria para visitar a sua mãe em uma vila próxima.

Ela conhecia o funcionamento do carro tanto quanto o marido. Ao planejar essa viagem, pensou na quantidade de combustível e como faria o abastecimento durante o caminho para que conseguisse chegar ao seu destino junto com os dois filhos. Em meio a esse trajeto aconteceram alguns imprevistos, como a quebra de alguns componentes do carro, e a própria Bertha tratou de consertar a sua maneira.

O lugar das mulheres

Por muitos anos elas ainda se mantiveram atrás do sucesso de seus maridos e de outros homens. Mas o fascínio pelos automóveis as acompanha há séculos. Dorothy Levitt, uma das primeiras pilotas britânicas, escreveu em 1906 um livro sobre as mulheres e os carros. A ela é atribuída a ideia sobre os primeiros retrovisores, já que nesse livro ela escreve que as mulheres devem ter sempre um espelho para ver o que acontece atrás delas.

E como espelhos são essenciais e nunca deixarão de acompanhar as mulheres, muitas modificações nos carros foram feitas por causa das exigências femininas. Os espelhos no quebra-sol, por exemplo, que de início foram pensados para as “copilotas” ficavam apenas do lado do banco do passageiro.

Hoje há espelhos dos dois lados, assim como os porta-trecos, porta-copos, estações multimídia para as crianças, cintos e bancos especiais, cadeirinhas infantis, entre outros que foram incorporados aos automóveis durante a sua história.

O carro que elas querem, elas projetam

Hoje o carro é delas, os acessórios projetados, os espaços pensados para o seu conforto, e até os pequenos mimos como os espelhos. As mães, donas de casas, mulheres de negócios, profissionais autônomas, não vivem mais sem ter um meio de transporte que agilize a sua vida e seus compromissos. E, tanto quanto os homens, elas cuidam, fazem as revisões e se preocupam com a manutenção dos veículos.

A chinesa Wulin Gaowa  é a responsável pelo centro de design da General Motors em seu país. A única mulher dentro de uma lista de consagrados profissionais segundo o portal UOL Carros.

Em um momento em que a economia mundial pedia carros menores, confortáveis, menos poluentes e, principalmente, econômicos, os países emergentes como Índia, Brasil e China, têm buscado aumentar os seus mercados. As montadoras têm apostado no potencial de vendas e no design desenvolvido nesses locais.

O design dos carros fabricados na China seguem as tendências mundiais, independentemente de ser uma designer mulher ou um homem, os automóveis desses centros são pensados para agradar a todos os países, não somente os asiáticos.

Hoje, muitos carros vendidos no mundo têm projetos desenvolvidos por chineses, tanto externamente quanto internamente. A visão global de Wulin e a alma feminina foram a aposta da GM.